Por dentro de quase nada, mas querendo mostrar o que há dentro de mim. Meu nome é Fabiana e às vezes escrevo coisas.

24 agosto 2007

Dandelion


Eita, já ia fazer um mês que não publico! É que são tantas coisas na minha cabeça, que às vezes nem sei como ou quais colocar “no papel”. Mas decidi por colocar algo bem especial que tenho com Deus. Pra falar a verdade, acho que deveria ter “inaugurado” meu blog com esta mensagem. É fácil descobrir o por quê...

Pra quem não sabe, nasci num lar evangélico e conto nos dedos das mãos os domingos de minha infância em que tive que faltar o culto. Jesus sempre foi um nome muito comum pra mim e, pra falar a verdade, Jesus e o Gato de Botas, por muito tempo, na minha cabeça infantil, tinham a mesma procedência – contos de fadas. É sim... esse texto é mais ou menos um testemunho meu. Mas não vou contar os livramentos, desventuras e tudo o que aconteceu para que eu encontrasse a Verdade. Vou só contar um episódio de simplicidade e sobrenaturalidade (se é que elas podem andar juntas) que me levou a Deus.

Chegou aquela época da minha vida em que eu perguntava por que, pra que, quem... enfim, “Deus existe?”. Minha cabeça embolava. Os problemas me submergiam. Até que desafiei Deus (está bem, eu sei que não é bonito isso, mas fiz). Eu estava deitada em minha cama, e falei: “Deus, se o Senhor existe mesmo, me dê uma prova! Preciso de uma prova!”. Pelo que eu tinha ouvido falar de Deus até ali, eu estava esperando um trovão, um anjo, coisas se movendo no meu quarto. Não lembrei da lição de Elias (1 Reis 19:12-13), quando o Senhor lhe falou por uma brisa suave. Fui capturada por Seu amor de forma simples e impressionante: uma “sementinha que voa” entrou por minha janela e, mesmo com o vento forte, ela veio parar bem na minha mão estendida.

Engraçado como uma coisa “tão pequena” serve de alicerce para uma vida de fé. Foi ali que despertei para o amor do Pai, o sacrifício de Seu Filho e a intimidade com Seu Santo Espírito. Deus sabia que eu precisava de um toque, de um sinal. E me mandou o mais singelo e carinhoso de todos. Uma semente. Tudo a ver comigo (pra quem não sabe, o nome Fabiana significa “semente que cresce”). O engraçado é que em todos os meus momentos de angústia, de medo, ou de esquecimento da glória de Deus, lá está ela... a pequena semente do incalculável amor que Ele tem por minha vida.

Pois é. Neste último mês alguém me perguntou como era o nome dessa semente e eu me empenhei em pesquisar. DANDELION. Que lindo... Minha oração hoje é a seguinte: “Então te dará chuva sobre a tua semente, com que semeares a terra...” (Isaías 30:23). Que, como semente do Senhor, eu permita que Ele me faça crescer em graça e em entendimento de Sua Palavra, para que Sua obra em minha vida possa ser feita. E assim seja com todos nós. Amém.

05 agosto 2007

Festa surpresa!


Um dia, estava conversando com um amigo. Ele se questionava acerca da demora de Deus em realizar as promessas na vida dele. Eu mesma ando me dizendo: minhas bênçãos devem estar "enganchadas" em algum lugar nas regiões celestiais. Não as bênçãos da vida, do lar, da comida - nãos as bênçãos de todos os dias, pelas quais, Deus sabe, sou extremamente grata. Falo daquelas coisas que estão para acontecer, que você sabe que Deus quer para você, mas o tempo de Deus, aos seus olhos, parece uma eternidade. "Aaaaaaaai, que demora !"- reclamamos. "Eu quero agora!" - protestamos. "Cadê, Deus???" - vociferamos. Mas dia desses o Senhor acalmou meu coração através de uma analogia com algo que aconteceu comigo.


Na época do colégio eu tinha uma amiga. (Tinha várias, mas queria falar só dessa. Ôxi!). Certa vez, algum tempo antes de seu aniversário, tive a idéia de fazer-lhe uma festinha surpresa. Aos poucos, eu ia falando com todo mundo da nossa sala, combinando tudo. Às vezes, eu estava falando com alguém e ela chegava e eu tinha que mudar de assunto. Só que às vezes não dava - eu ficava calada, ou saía de lá. Aconteceu que essa minha amiga ficou com raiva de mim! E veio tomar satisfações, querendo saber o que estava acontecendo. Chegou a tal ponto que eu disse "Tá bom. Você vai ter uma festa de aniversário, mas não vai ser mais surpresa, pelo jeito...".


Vi a maneira engenhosa com que Deus deve preparar "festas surpresas" para nós. Muitas vezes, por Seu silêncio, somos levados a interpretá-lo mal, pensando que Ele nos esqueceu. E fazemos cara feia. E ficamos de mau humor. Nos queixamos com Ele. Entretanto, quando buscamos intimidade com Deus, somos divinamente inspirados a saber muito bem que Ele guarda nossas bênçãos e que o "tempo" para nós é "treinamento". Deus nos quer aperfeiçoados para colocar a bênção em nossas mãos. Pedir esse presente no nosso tempo e não no dEle, seria como pedir um carro e não saber como dirigir ou coisa parecida. Não estamos prontos!!! Eu não podia simplesmente adiantar algumas semanas e dar logo a festa surpresa de minha amiga - não teria lógica, ela sequer entenderia que era uma festa de aniversário, tão distante estava da data.


Temos que aprender que o Senhor tem Seu tempo certo para realizar tudo em nossas vidas. Se sou extremamente explosiva, o Senhor não irá colocar um ministério que envolva paciência e pessoas antes de meu caráter ser moldado. E isso vai ser bom tanto para mim como para as pessoas com quem vou atuar. Se tivermos paciência e sabedoria, vamos desfrutar de todas as bênçãos de Deus pra nós. Conquistemos um pouquinho mais de paciência. Nossa festa surpresa pode acontecer a qualquer momento.


Enquanto isso, adoremos!

24 julho 2007

Presentes ou presença?


“Agrada-te do Senhor e Ele concederá os desejos do teu coração” (Salmo 37:4).

É... Costuma-se recitar esse versículo tal qual um mantra. A ocasião é sempre a mesma: quando queremos obter alguma coisa de Deus – solução para os problemas, uma providência urgente, um bem, dinheiro. Apesar de recitá-lo todo, garanto que a nossa parte preferida é “concederá os desejos do teu coração”. Não estou acusando ninguém – eu sou assim, nós somos assim, a natureza humana é assim. Tendemos a estabelecer uns com os outros e com Deus uma relação de “escambo” – damos isso em troca daquilo. Damos a Deus a adoração que Ele “tanto quer” e Ele nos dá o que quer que o nosso coração deseje. Epa! Não é bem assim...

[Abro um intervalo aqui, porque lembrei de uma crônica de uma colunista da revista Veja, Diogo Mainardi, que recomendo demais! – Eles são Oba!, eu sou Epa!. Ele fala que esmagadora maioria de brasileiros são Oba! e muitos poucos Epa!. Vejo isso também no povo de Deus – muito “oba-oba” e pouco “epa-epa”. Digo o porque a seguir.]

Os crentes adoram as promessas de Deus. É Bíblia das promessas, caixinha das promessas, profecias de promessas, culto da prosperidade. Gostamos da “parte boa” dos versículos, da parte que agrada, que afaga o ego. Esse é o "oba-oba" do povo de Deus - a parte das bênçãos que o Senhor tem para os Seus. Muitos se acostumam com os presentes de Deus e não suportam a repreensão, ou o silêncio de Deus, ou as provações e tentações. Por isso, fui levada a refletir sobre o “agrada-te do Senhor”. Em minha mente, eu costumava interpretar como “agrade ao Senhor” – fazer tudo direitinho, pra Deus fazer o que a gente quer. Só que Deus não é Papai Noel. Agradar-se do Senhor é atingir um estágio de comunhão com Ele em que podemos, com sinceridade, dizer que o buscamos pelo prazer de estar em Sua presença, e não pelos presentes que Ele pode nos proporcionar.

Isso é tão difícil! Estamos sempre tentando obter algum favor de Deus. Em todas as nossas orações há pedidos demais e agradecimentos de menos. Se parássemos para meditar em Sua obra em nossas vidas, não teríamos tempo para tantos agradecimentos. E antes de nos ensinar a sermos gratos pelas Suas bênçãos, creio que Ele quer que aprendamos a ser gratos pelo simples (e tremendo) fato de estarmos vivendo em Sua presença.

Ensina-nos...

"Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios". (Salmo 90:12)

10 julho 2007

Louvando no deserto


“VINDE, e tornemos ao SENHOR, porque ele despedaçou, e nos sarará; feriu, e nos atará a ferida. Depois de dois dias nos dará a vida; ao terceiro dia nos ressuscitará, e viveremos diante dele.” (Oséias 6:1,2)

Na primeira vez que li o livro de Oséias, confesso que não compreendi direito esse trecho. Não entendi por que o Senhor nos feriria. Entendo que o Senhor permitia ao Seu povo ser dominado e castigado no Antigo Testamento. No entanto, por viver na “Era da Graça”, não tinha o discernimento correto do que poderia significar isso em minha vida. Até acontecer comigo.

Vivemos debaixo de uma graça incompreensível. É tanto que temos dificuldade em exercitar a mesma graça que Deus nos dá com as pessoas ao nosso redor. Por tal motivo, somos levados a crer que, diante de nossas falhas, o Senhor nada faz, pois logo perdoa e esquece tudo. Mas lembremos o que nos diz Ele nos diz em Sua Palavra, em Apocalipse 3:19 – “Eu repreendo e castigo a todos quantos amo”.

Acontece que Deus é tão gracioso que não permite que, como Seus servos, continuemos na condição espiritual medíocre em que nos encontrávamos quando nos convertemos a Ele. Para isso, Ele permite que sejamos provados, tentados, moldados. Logo no começo dos desertos pelos quais passamos, não entendemos. Sem motivo aparente, nos encontramos em estradas escuras, bifurcadas, no meio de um tempo trovejante. E nos queixamos com Deus: “Por quê?”.

“Pois tu, ó Deus, nos provaste; acrisolaste-nos como se acrisola a prata. Tu nos deixaste cair na armadilha; oprimiste as nossas costas; fizeste que os homens cavalgassem sobre a nossa cabeça; passamos pelo fogo e pela água; porém, afinal, nos trouxeste para um lugar espaçoso.” (Salmo 66:10-12)

Eu estava assim – num deserto a perder de vista. Batalha atrás de batalha. Ainda não saí dele, pois Deus ainda tem muitas promessas a cumprir em minha vida e eu tenho que fazer a minha parte. Era aqui que eu queria chegar: o que é fazer a minha parte quando nada concreto pode ser feito? Não é uma questão de agir; é questão de se posicionar. Tudo o que vai acontecer no nosso “deserto espiritual” vai depender do tipo de atitude que tomamos diante dele. Podemos rastejar, sofrer muita sede e até “estacionar” sob o sol escaldante, pedindo para que Deus nos tire a vida. É o que mais dá vontade de fazer. Ou... podemos louvar a Deus durante todo o percurso, pedindo a Ele forças e nos alegrando sempre que Ele nos permite passar por um oásis. Fernanda Brum, em uma de suas músicas, diz: “O deserto é o meu lar...”. Vai ver que, no fundo, o deserto é mesmo o lar daqueles que querem sempre crescer em Deus, pois é no silêncio e na carência de todo conforto que somos levados a clamar mais, buscar mais a presença do Senhor e manter nosso coração mais sensível ao que Ele quer nos ensinar.

"Porventura não há bálsamo em Gileade? Ou não se acha lá médico? Por que, pois, não se realizou a cura da filha do meu povo?" (Jeremias 8:22)

Descobri que o Senhor tem uma unção especial a derramar sobre todos aqueles que estão em tribulação e colocam essas dificuldades em Suas mãos, ao invés de ter pena de si mesmos ou murmurar. Se tomamos a posição de receber o que Deus tem a nos dar no deserto, Ele fará de toda sequidão um manancial! Ô, Deus maravilhoso!

24 junho 2007

Incompleta


Essa semana bateu uma saudade. Uma saudade triste... Não de pessoas ou de coisas, mas de um tempo, de um estado, para ser mais exata. Saudade de um “estado de espírito” que me fazia enxergar tudo com outros olhos. É que ando meio cansada, abatida. Tem sido muito difícil esperar em Deus tudo acontecer. Meu consolo tem sido ver que irmãos bem de perto estão passando pelas mesmas tribulações e Deus tem permitido que nós nos sustentemos em amor e palavras de ânimo.

Mas, voltemos à saudade. Vez ou outra parece que me falta um pedaço. E o pior é que na hora não sei identificar exatamente o que é. Muitas pessoas dizem que há um vazio dentro de todo ser humano que só pode ser preenchido por Deus. Esse meu vazio já está completo, graças a Ele! Conheço a Verdade e Jesus vive em mim. Essa outra saudosa lacuna de que falo é uma falta que me faz de estar buscando mais a Deus – agora identifiquei, hum?! Lembro de tempos da minha vida onde era tão fácil ouvir a voz do Pai, quando eu tinha tempo e disposição de, por horas a fio, dedicar-me somente a Ele. Tempos bons que vão e voltam. A velha montanha russa espiritual. Estou tentando retomar meu ritmo, mesmo em meio aos estudos, concursos e corre-corres.

Incompleta. É como me sinto quando não estou em plenitude de busca a Deus. Tudo piora. Meus olhos vêem defeitos, meu humor já não é tão bom, minha concentração foge, chega a dar até um desespero diante de algumas situações. Imagino, nessas horas, aqueles que não têm Deus. Vazio completo. De tempos em tempos tenho que parar mesmo e me dar o direito de sentir saudades da busca intensa ao Senhor, de noites em claro, de orações com o rosto no chão e muito choro de alegria em simplesmente estar em Sua presença. Assim tenho sede e tomo fôlego de começar tudo de novo – tentar voltar ao tão falado primeiro amor. E o Pai é tão fiel que me concede isso e me restaura todos os pedaços que faltam. Só Ele me completa e me faz feliz em todo o tempo.

Só me vem em mente o mais clichê dos Salmos que, talvez, se não fosse tão conhecido, saberíamos sentir a unção e segurança transmitida por ele: “O Senhor é meu pastor, nada me faltará” (Salmo 23:1).

15 junho 2007

Quem sou eu?...


“Quem sou eu?” – é uma pergunta que me faço muitas vezes. Não por questões existenciais, mas porque caio na dúvida de saber quem tenho me tornado diante de Deus. Por quê? Ora “por quê”... Vai me dizer que você nunca se pegou fazendo coisas que logo em seguida se perguntou: “Por que eu fiz isso?”. Coisas totalmente incongruentes com o que você fala ou com seus tão “firmes” princípios. Frases ditas por impulso, atos não pensados, gestos egoístas...

Eu sou assim. Aposto que você também é. Não que eu queira justificar meus erros e deslizes dizendo que todo mundo erra, mas é porque nós – seres humanos – somos assim. Nós, cristãos, por várias vezes reclamamos do grau de perfeição que as pessoas que nos cercam exigem de nós. Mas será que já paramos pra pensar que muitos de nós exigimos isso de nós mesmos? Repito: eu sou assim. Às vezes me acho tão perfeita que posso apontar o dedo pro outro e julgá-lo.

Cheguei ao ponto onde queria chegar: é aí que se dão os meus tropeços. Por que será? Deus é o ÚNICO que possui a qualidade da perfeição, ninguém mais. Por isso nunca vamos chegar lá. Por isso também que Ele permite que erremos e continuemos errando sempre – para vermos que só Ele é perfeito, digno de louvor e adoração. Mas muitas coisas nessa vida nos levam a pensar que somos o próprio Cristo, temporão e recriminado no meio de tantas pessoas com mil defeitos. Estou pondo em minha cabeça: Fabiana, você não é perfeita! Aí entramos em parafuso – peraí, não era para lutarmos dia após dia em busca de fazer tudo direito, tudo conforme o que Deus estabeleceu para nós? Sim, era. Mas por partes... Explicando: na luta por seguirmos o exemplo de Cristo, por muitas vezes vamos tropeçar, cair, ou mesmo despencar, parecendo que nunca vamos levantar. Por um lado, temos que ter consciência de que sempre vamos errar, nunca vamos ser perfeitos e não há nada que possamos fazer para que isso mude. Por outro lado, não podemos nos desestimular em nossa luta. E, ao falharmos, devemos então saber nos erguer de imediato, conscientes de que muitas outras vidas dependem de nossa saúde espiritual. Nosso esforço por acertar nunca deve cessar – é isso uma das coisas que nos diferencia das pessoas que não conhecem a Deus.

Depois de toda a filosofia em torno de errar ou não errar, Deus falou ao meu coração através de uma música: “Meu maior desejo é saber quem Tu és em mim / Preciso tanto Te conhecer e responder ao Teu amor / Sei que posso alcançar Teu coração com meu louvor”. Precisamos saber quem Deus é em nós e quem somos para Deus. Nos enxergar com os olhos de Deus. Uma vez Ele me mostrou quem eu era para Ele e, apesar de esquecer muitas vezes, Ele sempre me recobra a memória desse dia. Max Lucado diz que Deus nos ama como somos, mas se recusa a deixar-nos desse jeito. É mais ou menos assim.

Deus é tudo em mim. Quando me afasto Dele por algum motivo, fico absolutamente incompleta e vazia. Aos olhos Dele, ainda estou descobrindo quem sou. O que já sei é que sem meu Deus querido não sou nada. Ele é o que há de bom em mim e longe Dele sou só defeitos e tropeços. Peço a Ele sabedoria para poder balancear tudo isso em minha vida: a tentativa de não errar; quando errar, reconhecer que sou falha mesmo; e sempre saber voltar imediatamente para Seus braços.

04 junho 2007

Sobre o amor...


Tenho lido sobre o amor. E quanto mais conheço o amor, mais me sinto desprovida dele e necessitada de que Deus me ensine a amar verdadeiramente. A leitura, especificamente: Reduza-me ao amor (Joyce Meyer) - recomendo demais! Em meio a lições sobre os vários tipos de amor pelas mais variadas coisas e pessoas, Deus tem me falado intimamente sobre um amor específico - o amor pela Sua obra.

Todos aqueles que têm Deus no coração têm uma necessidade, ainda que latente, de transbordar de alguma forma o imenso amor que o Pai nos dá. Aí que surge a obra de Deus, as igrejas, os ministérios, os gestos mais simples, enfim, a demonstração concreta do efeito multiplicador que a multiforme graça de Deus tem em nossas vidas (ver I Pedro 4:10,11).

Deus tem colocado muitas coisas no meu coração e às vezes eu me pergunto se Ele não poderia me desdobrar em três pra cumprir todos os sonhos que Ele me dá. Deu-me o talento de dançar, seguido do dom de adorá-lo com tudo o que tenho. Colocou pessoas em minha vida para que eu pudesse cuidar de sua caminhada. Deu-me um coração missionário e hoje sonho em dizer pro mundo inteiro que JESUS É SALVADOOOOOR!

Existe uma faceta do amor muito importante quando se está trabalhando na obra de Deus - O AMOR É INCONDICIONAL. "Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor." (Romanos 8:38,39). Infelizmente o amor do homem não é assim. Vivemos impondo mil e uma condições para amar as pessoas - num momento, amamos de paixão e abraçamos e mandamos mensagens; no outro, quando a pessoa demonstra uma de suas imperfeições comuns a todos nós, não ligamos, ignoramos e até distratamos.

Nos nossos ministérios não tem sido diferente. Nosso amor pela obra de Deus é, muitas vezes, totalmente condicional. Estamos lá caminhando, trabalhando para Deus, quando, de repente, alguém faz algo errado - o pastor fala algo que me desagrada, um irmão falta aos ensaios do ministério, minha opinião diverge da maioria ou da liderança. Pronto! Basta isso para querermos desistir, pro propósito de Deus em nossa vida sumir de nossa vista e nós deixarmos de lado o outrora tão sonhado ministério. Não estou acusando ninguém - EU sou assim. MEU amor tem sido instável, volúvel.

Temos que aprender a vencer ou mesmo conviver com aquilo que (e, por que não, "quem") nos desagrada, a fim de alcançarmos sinceridade no nosso amor em servir. Só assim seremos "[...] firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão [...]" (I Coríntios 15:58). Só hoje estou aprendendo a amar incondicionalmente. E peço sabedoria a Deus para honrá-lo através de meus ministérios, sem culpar as pessoas ou as circunstâncias.

Glória a Deus por mais essa lição!

25 maio 2007

Olhos bons


Algo que aconteceu comigo na semana passada e o um texto que li no blog do Levi - Pensamento de um - levou-me a fazer uma reflexão sobre a igreja.

Um amigo contou-me que foi à minha igreja e levou um parente. Em meio a muito louvor, adoração, uma mensagem inspirada pelo Espírito Santo, aquele parente fitou os olhos em uma das pessoas da igreja e no seu modo de vestir. Exagerado, vaidoso, quem sabe até suntuoso. Não sei - não consigo imaginar a quem ele se referia. O fato é que este visitante passou a discorrer aos ouvidos deste meu amigo acerca de como as pessoas deveriam se vestir para ir à igreja - com discrição, sem exageros, a fim de que não chame a atenção para si, mas deixe Deus ser o centro de todo o culto.


Não tiro a razão desta pessoa. A nossa intenção ao ir ao culto deve ser somente de adorar ao Senhor, e não de atrair a atenção para si, como muitos fazem até mesmo sem querer. Mas o que realmente me incomodou nessa história toda foi o olhar daquela pessoa sobre a igreja.

"São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o seu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão." (Mateus 6.22-23)

Não estou julgando se o que essa pessoa fez foi certo ou errado. Só me fez pensar: será que quando visitamos uma outra igreja, ou quando olhamos para a nossa própria igreja, não estamos ali analisando defeitos e qualidades, colocando tudo sobre uma balança, a fim de medirmos se estamos mesmo no lugar certo? Ou analisando de forma "julgadora", vendo o que está e o que não está seguindo aos padrões ético-moralistas cristãos? Muitas vezes...


A Nova Vida (Comunidade Evangélica Nova Vida - minha igreja) foi para mim um presente de Deus. Sabe aqueles presentes que você ganha no exato momento em que mais está precisando deles? Guarda-chuva em dia chuvoso. Pois é - assim foi que Deus colocou a Nova Vida em minha vida. É um lugar onde há pessoas sedentas da presença de Deus e onde Deus se mostra continuamente e nos fala face a face. Quando estou aos pés do Senhor, não consigo enxergar mais nada. Nem roupa dos irmãos, nem cara feia de ninguém, nem desânimo, nem mentiras, nem mais nada - só o meu Deus. Note que eu disse AOS PÉS DO SENHOR, e não NA IGREJA. Quando vou à igreja sem estar como propósito de adorar ao meu Deus, aí sim, muitas coisas tomam o meu olhar para serem analisadas e me bate até um certo desânimo em olhar para o homem e suas atitudes.

Deus colocou minha igreja em minha vida para eu cuidar, participar, poli-la no que me cabe. Para mim ela é linda. É tão ruim quando você se esforça para tornar a igreja um lugar agradável e a vê sendo avaliada. É como se você limpasse toda a sua casa e chegasse um visitante e perguntasse por que aquele cantinho da cortina tem uma manchinha. É duro.

Mas já superei. Primeiro doeu. Depois pensei muito. Então desencanei. Hoje só peço ao Senhor que me dê "olhos bons" para contemplar minha igreja, e outras, e o mundo, e as pessoas. Dá-me olhos espirituais, Senhor, e um coração igual ao Teu.

15 maio 2007

Grandes pequenas coisas...


"Vendo, pois, José que seu pai punha a sua mão direita sobre a cabeça de Efraim, foi mau aos seus olhos; e tomou a mão de seu pai, para a transpor de sobre a cabeça de Efraim à cabeça de Manassés. E José disse a seu pai: Não assim, meu pai, porque este é o primogênito; põe a tua mão direita sobre a sua cabeça. Mas seu pai recusou, e disse: Eu o sei, meu filho, eu o sei; também ele será um povo, e também ele será grande; contudo o seu irmão menor será maior que ele, e a sua descendência será uma multidão de nações. Assim os abençoou naquele dia, dizendo: Em ti abençoará Israel, dizendo: Deus te faça como a Efraim e como a Manassés. E pôs a Efraim diante de Manassés." (Gênesis 48:17-20)


Estava lendo esse trecho depois que fizemos um estudo bíblico sobre a vida de José. Grande exemplo. Mas foi exatamente aí que meus olhos pararam - na bênção de Jacó (ou Israel) sobre os filhos de José. José se aborreceu porque seu pai insistia em colocar sua mão direita sobre a cabeça de seu filho mais novo - Efraim -, quando a bênção da primogenitura deveria ser dada a Manassés.


Aos olhos humanos estava mesmo errado. Como poderia Jacó negar a bênção a quem a tinha por direito, geração após geração? Mas não foi um erro, ou teimosia, ou "caduquice" de Jacó. Ele estava ouvindo a voz de Deus e profetizando que Efraim daria origem a um povo maior que Manassés.


Depois pensei: não sei porque me admirei de tal ato divino. Já é um costume de Deus contrariar as regras humanas e nos dar um novo olhar sobre a realidade. O homem vê os números, o status, a quantidade. Deus vê muito além. Desde sempre foi Seu Divino costume usar coisas pequenas para sobrepor as que são grandes aos nossos olhos. "Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes" (1 Co 1.27). Foi assim com o próprio José. Foi assim com Davi. Ou com a escrava de Naamã. Foi assim com JESUS!


Por que temos sempre que deter nosso olhar nas coisas grandes deste mundo? Por que não fazer como o Pai - olhar as coisas pequenas e ver nelas um grande potencial? Foi pensando assim que olhei para mim mesma. Quantas vezes deixei de fazer ou mesmo de querer coisas por pensar que sou muito pequena? Quantas vezes não desisti antes mesmo de tentar por pensar que não iria conseguir, ou mesmo insconscientemente passou por minha mente que Deus não poderia fazer uma grande obra?
"Porque para Deus nada é impossível" (Lucas 1:37).

Mais uma lição na vida de Fabiana: aprender a olhar as coisas pequenas com os olhos do Senhor. Isso inclui olhar a mim mesma. Ou o mendigo na rua. Ou alguém desacreditado de si mesmo. Os pequenos valem muito para Deus. Viva meu 1,60m!!! =o)

05 maio 2007

Vivendo a diferença...


Ultimamente tenho sentido o que é a NECESSIDADE de ser diferente. Quando escolhemos traçar uma caminhada junto ao Pai, tudo fica diferente em nossas vidas. Algumas coisas, até mesmo sem a gente querer, ficam diferentes. Só que o que quero falar é sobre aquelas coisas que PRECISAM ser diferentes e que necessitam de um esforço nosso. Parece viagem? Explicando melhor, então...


Nos últimos tempos tenho estudado muito. Aliás, minha vida agora é estudar, já que decidi investir nessa história de concursos. Mas às vezes minha cabeça e meu coração ficam divididos. Nem parecem ser da mesma pessoa, sabe?! Minha cabeça me diz que eu tenho que me matar de estudar porque fulano ou cicrano só passaram no concurso depois de anularem quase que por completo sua vida social. Meu coração pede o de sempre: para estar na Casa do Senhor, pra me entregar a meus ministérios, pra ajudar o Espaço Vida (projeto social da minha igreja, lindo lindo!!!). Aí fico: "Ai, Senhor, o que faço?". O Senhor tem me falado o de sempre. Estava lá e eu sabia, mas não enxergava: “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça e todas as outras coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33).


Assim: já provei de ambas as sensações. Já houve épocas em que eu estudava feito uma louca - lia a Bíblia e ia para a igreja exercer ministérios só por ir mesmo. Minha cabeça estava nos estudos. Acontecia que, depois de algum tempo, eu estava tão fraca que nem me concentrar eu conseguia. O "porque" disso acontecer também estava lá, na Palava: "O SENHOR é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio" (Salmos 18:2). DEUS é a minha força, meu alimento, aquilo que me sustenta! Se eu não estiver buscando conhecê-lo e estar em Sua presença cada vez mais, vou definhando até não conseguir fazer mais nada.


Por outro lado, houve épocas em que eu mal tinha tempo para mim mesmo, de tão entregue que eu estava na obra do Senhor. E o interessante é que, quando isso acontece, tudo flui em minha vida. As notas, os relacionamentos, o humor, as bênçãos, tudo corre bem quando não estou me preocupando em correr atrás deles. Foi assim com a OAB. Não posso dizer que não fiquei apreensiva, mas não me desesperei. Não abandonei minha busca por Deus. E deu certo...


No fundo, a questão não é estudar ou não estudar. Voltando ao começo, o que eu queria falar era sobre a necessidade de ser diferente. Não POSSO mais me desesperar com as coisas deste mundo, com meu sustento, com o dia de amanhã. "Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal" (Mateus 6:34). Se nós, que temos a mente de Cristo (I Coríntios 2:16), nos desesparamos frente as batalhas, qual a diferença entre nós e aqueles que não conhecem a Deus? Eles correm atrás de suas conquistas por suas próprias forças; nós não - sabemos que tudo o que acontece em nossas vidas é dádiva de Deus.


Conclusão: buscar ao Senhor acima de todas as coisas. Isso não significa deixar de fazer a minha parte e esperar que tudo ocorra em forma de milagres. Significa fazer o que está ao meu alcance, sem deixar minha prioridade - Deus - de lado e esperar nEle, pois Ele é fiel para realizar todos os Seus propósitos em minha vida.


Ps.: Desculpem se os pensamentos não estão dispostos de forma muito clara, mas fui pensando e escrevendo. Não quis alterar para não parecer algo muito formal.